
Após alguns atrasos e quetais, estou aqui para divulgar o começo da minha pesquisa, meu engatinhar para a produção final (mas tudo começa com um primeiro e segundo passos, não é?)
Em minha jornada,me deparei antes de tudo com uma questão interessante, para a qual antes não havia atentado: contos de fada não tem, necessariamente, as fadas propriamente ditas. Nunca antes havia parado para sistematizar esse pensamento, mas é verdade! Temos as fadas da Cinderella ou Bela Adormecia (ela se chama mesmo Aurora?), mas Branca de Neve passa reto e pior ainda, a Chapeuzinho Vermelho ou os três porquinhos... todos eles enquadram-se, popularmente, em livros de contos de fadas... e não tem uma fadinha sequer! Nem o brilhinho do pirlimpimpim!
O que tornaria, então, um conto de fadas como tal?
Pesquisando, encontrei aqui uma pista: contos de fada são um gênero literário, assim como crônicas, poesias ou contos. Minha santa gramática!
Segundo apreendido na wikipedia (que não é uma grande fonte, mas um bom índice, na minha visão, algo que indica bem os caminhos a se seguir): os contos de fada são histórias que contenham em si certos elementos e estrutura idêntica.
São estas características a presença do maravilhoso, o cerne de caráter pessoal e a superação gradual de obstáculos.
Além disso, todas elas encontram-se delimitadas por uma estrutura padrão, de acordo com este site:
-
- Iníc
io - nele aparece o herói (ou heroína) e sua dificuldade ou restrição. Problemas vinculados à realidade, como estados de carência, penúria, conflitos, etc., que desequilibram a tranqüilidade inicial; - Ruptura - é quando o herói se desliga de sua vida concreta, sai da proteção e mergulha no completo desconhecido;
- Confronto e superação de obstáculos e perigos - busca de soluções no plano da fantasia com a introdução de elementos imaginários;
- Restauração - início do processo de descobrir o novo, possibilidades, potencialidades e polaridades opostas;
- Desfecho - volta à realidade. União dos opostos, germinação, florescimento, colheita e transcendência.
- Há aqui algumas outras, que não engendrei no texto mas que são se classificam como elementos estruturais, e sim outras características, como o maniqueísmo e o final feliz.
Muito interessante que
" Por exemplo, no conto de fadas, na atemporalidade do Era uma vez..., o tempo cronológico do antes e do depois dá lugar ao tempo afetivo no qual os ouvintes acompanham o herói em buscas dolorosas e aventuras perigosas - identificando-se e confundindo-se com ele -, realizando provas difíceis e vencendo medos, até que no final todos vivam felizes para sempre. "Sueli Rocha,em Leia Brasil
Daí que pensei que o tal "era uma vez.." tivesse também esta função interna, pois ao não conseguirmos localizar geografica e espacialmente o fato, ele seria mais facilmente assimilado por cada um. Será verdade? Creio que é uma segunda e interessante questão a se esclarecer, nesta jornada de definição do próprio conto de fada!
Escrevi demais... é o preço por ter me afastado tanto! Mas não irei fazer isso de novo. Até mais, com novas informações fresquinhas sobre o tema!
Adorei sua fadinha!
ResponderExcluirE por falar em fadinha, confesso que também nunca tinha parado pra pensar que nem todos contos de fadas têm fadas... Então, porque recebem esse nome??? Muito boa sua pergunta... Dá até pra imaginar que é um conto contado por uma fada rsrs
Bom, jamais também pensei em ser metáforas sobre algum problema interno nosso... Já comecei a aprender!!!!!
Vi no link que vc colocou que fada vem do latim e pode significar destino, entendi certo?? Então pode ser um conto de seres mágicos e seus destinos de acordo com suas ações? Isso não lembra um pouco parábolas??
Ah... o ideal a ser encontrado é a princesa??? e nos contos onde não há princesas? como os três porquinhos???
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